Friday, September 11, 2015

Capítulo 02: Aliando-se a força de Lopunny!

 -Vovô e agora o que faremos? -dizia eu, me preocupando com os pokémons naquela maleta, vendo o homem adentrado na floresta rapidamente.
 -A floresta daqui é muito densa, ele não vai muito longe -falou entrando no laboratório, que ainda soava a sirene.
 O vovô foi até o alarme, o desligando. Lopunny olhava para a floresta, com uma face um tanto quanto perturbada, como se estivesse se sentindo frustrado.
 -Calma Lopunny você fez o seu melhor! -passei a mão em seus sedosos pelos da cabeça.
 Entrei no laboratório acompanhado do pokémon, vovô atendia a porta, olhei para o relógio, uma e cinco da tarde. Na porta, um garoto loiro, branco, com um cachecol tão grande quanto o meu, porém ver, um casaco laranja e uma mochila na lateral marrom. Deveria ser um dos novos treinadores.
 -Lucas esse é o Barry -falou meu avô nos apresentando- Ele é filho de um dos lideres da fronteira, Palmer.
 -Olá! -acenei sorrindo para o garoto que ficava frente a grande bancada do laboratório.
 -Barry, vocês vão ter que esperar mais um pouco para escolherem seus iniciais ... -falou meu avô, sendo interrompido pelo garoto.
 -Como se esperar dez anos não fosse muito -indagava desapontado.
 -Bom, a questão é que um ladrão acabou de nos roubar a maleta com as pokébolas dos iniciais, então eu junto ao meu Lopunny iremos atrás dele, enquanto vocês podem esperar no sofá -mostrou o sofá que ficava ao lado da bancada- esperando o outro treinador chegar, que já está onze minutos atrasado.
 -Não! -o garoto não se conteve, saiu como um grito de agonia- Rowan! ou melhor dizendo, professor Rowan, um daqueles pokémons vai ser nossos futuros companheiros de jornada, deixe-nos irmos atrás desse ladrão.
 Meu avô arqueou as sobrancelhas, eu por minha vez fiquei assustado, e um pouco paralisado. Ele tinha um desenho ardente pelos pokémons.
 -Okey! Isso pode ser bom para vocês -terminava meu avô, quando na porta alguém batia sem cessar.
 Corri até a porta, e ao abrir, uma garota, ofegando e apoiada no arco da porta. Usava um vestido preto, com botas rosa e meia preta, um gorro branco sobre o cabelo preso em um penteado, um pequeno cachecol rosa, e uma mochila nas costas.
 -Eu ... acho ... que cheguei ... a tempo -falava espaçando para respirar.
 -Na verdade, está quatorze minutos atrasada -olhava meu avô no relógio- A questão é que, já perdemos tempo demais, você é a Dawn certo?! -olhou para menina, que fez um sinal de positivo com a cabeça- Já que o Barry sugeriu, eu concordo que vocês vão atrás do ladrão ... -mais uma vez interrompido.
 -Que ladrão?
 -Shiii Dawn!
 -Quem é você garoto? -respondia ao Barry.
 -Como eu ia dizendo -vovô falava intonado, interrompendo um possível início de briga entre os dois- Lopunny irá com vocês, ele será de grande ajuda.
 -Como vovô?
 -Lopunny utilize o Foresight para encontrar aquele ladrão, obedeça aos comandos do Lucas! -disse acariciando sua cabeça.
 Seus olhos rosa, brilharam em um tom vermelho, suas orelhas ergueram-se por completa, ficando quase maior que o restante do seu corpo. Lopunny saiu correndo pela porta dos fundos em direção a floresta, corri atrás, assim como Barry, Dawn sem entender muito nos acompanhou também.
 Enquanto seguimos Luponny, que tivera que diminuir a velocidade, tanto para podermos acompanha-lo, como por causa das árvores com pouco espaçamento entre uma e outra, aproveitamos para conversar, ao menos tentar.
 -Então, o seu nome é Lucas não é?! Que história de ladrão é essa? -perguntava Dawn, menosprezando Barry que estava do seu outro lado.
 -Sim, eu sou o Lucas, então, pouco antes de dar uma da tarde, um ladrão entrou no laboratório e roubou a meleta com a pokébola dos iniciais, então meu avô viria atrás junto a Lopunny, mas Barry sugeriu que fossemos.
 -Atá, essa ideia maravilhosa só poderia vir de alguém bem inteligente, porque pedir para crianças irem atrás de um bandido ao invés de um adulto é muito sensato.
 -Podermos ajudar nossos futuros parceiros é o minimo que podemos fazer.
 -Ouço alguém, mas não vejo ninguém -cantarolava a menina.
 -Você tem dez ou cinco anos?
 -Olha aqui Barry, que parece com berry, é falta de educação perguntar a idade de uma dama.
 -Estou procurando-a -falou o garoto caindo em risadas.
 Dawn parou olhando fixamente para o garoto, como quem estava prestes a perder completamente o controle. Mas antes de uma briga dar-se início, Lopunny parou, assim que nos demos conta, lá estava o criminoso em nossa frente, tentando contatar alguém por uma especie de microfone de telefonista, mas as tentativas eram filhas, percebia-se pela sua raiva, jogando no chão e pisando no aparelho.
 -Devolva as pokébolas ladrão! -Dawn saiu de trás da árvore em que se escondia, gritando e parecendo enfurecida com o ladrão.
 -Eu tenho nome garotinha, B-2 -falou sorrindo, um sorriso de sarcasmo.
 -Quem se chama B-2? Ou quem cria um codinome tão patético como esse?
 Nesse momento, comecei a perceber que Dawn não tinha travas na língua, afinal, ele havia acabado de irritar um bandido, era possível ver uma veia de seu pescoço saltando, Barry saiu também da árvore em que ele se encontrava, logo após eu a Luponny.
 -Um complô de fedelhos? Com o pesquisador mirim?! Isso está ficando legal.
 -Devolva logo cara, pare de enrolação -dizia Barry sereno, nem parecia o garoto de minutos, ou horas atrás, perdi a noção do tempo, o qual estava pedindo para meu avô a chance de resgatar o pokémons das garras de um criminoso.
 -Quem vai me obrigar?
 -Eu espertão! -disse Dawn atirando um galho em sua cabeça.
 -Sua fedelha! -disse o homem irado, pegando uma pokébola em seu bolso- Golbat Poison Fang agora!
 -Intercepte Lopunny!
 Os dentes de Golbat foram envoltos por uma toxina roxa, fazendo-os brilhar. Ele ia em direção a Dawn, mas antes que fosse atingida, Lopunny pulou em sua frente recebendo o golpe.
 -Isso está ficando interessante, uma batalha pokémon para desenferrujar era o que eu precisava! -dizia o homem sorrindo, um sorriso um tanto quanto amedrontador.


 -Wing Attack vamos lá!
 -Esquive, e depois Dizzy Punch!
 Golbat teve suas asas cobertas por algum tipo de energia que fazia com que elas reluzissem na cor branca, e com velocidade foi para atacar Lopunny, que com um grande salto conseguiu desviar do ataque, logo após suas mãos foram tomadas por uma energia colorida, desferindo o golpe do alto na cabeça de Golbat que caiu nocauteado.
 Era impossível não notar a diferença de nível entre os pokémons, com apenas um único golpe o pokémon caiu nocauteado. Meu avô e Lopunny são amigos desde que ele saiu em jornada, e o capturou ainda como Buneary, tantos anos juntos garantiu ao pokémon poder experimentar tudo o que meu avô aprendia com sua jornada, fazendo assim ambos crescerem com o tempo.
 -Não acredito -falou o homem, aparentemente pasmo retornando seu pokémon.
 -Não acredita no que verá agora! -acho que havia me empolgado com a batalha, logo eu, que achava batalhas pokémon tão trivial- Dê a eles seu poder máximo, Focus Blast!
 Entre as mãos do pokémon, uma esfera de poder compacto fora criada, seu brilho mostrava todo o poder potencial daquele ataque.
 B-2, como ele se dizia, colocou a maleta na frente do seu corpo, criando uma pequena explosão. O local foi tomado pela fumaça, e quase não deu para ver o homem voando pelos ares, acompanhado das três pokébolas, que voaram também.
 -O poder dele é incrível! -disse Barry acariciando o pokémon.
 -Realmente Lopunny, você foi demais! -disse também acariciando-o.
 -Os dois vamos parar de dar uma de pais babão! Além do Lucas mandar o B-2, vulgo bandido pelos ares, a maleta se desfez, e as pokébolas voaram, o que faremos agora?
 -Simples! são três pokébolas e nós somos em três ... -disse Barry sendo interrompido por Dawn.
 -Mister obvio entre nós!
 -Como eu ia dizendo, é só nos dividirmos e cada um procura pelas pokébolas, e mais tarde nos encontramos no laboratório, pode ser?
 -Por mim sem problemas.
 -Tudo bem então, só espero não me perder nessa floresta.
 Antes que me dei conta, já não era possível ver mais um ao outro, ao menos Luponny me servia de companhia, enquanto buscava pelo objeto esférico.
 Já era tarde, o céu começava a tornar-se arrebol, e a única coisa que havia encontrado até o memento foram algumas frutas, que serviram para acabar com a fome que eu e Luponny sentíamos. Caminhando entre as árvores logo pude sentir uma brisa refrescante vindo em minha direção, então me lembrei que pela região havia uma lago, ou melhor dizendo o Lake Verity, dono de muitos mistérios e a lenda de ser o lar de um dos pokémons lendários de Sinnoh.
 Então tomado por uma grande intuição, me dirigi em direção ao lago, e assim que cheguei meus olhos se maravilharam com algo que jamais pensei que poderia ver em minha vida. Mesprit, o pokémon voava acima do lago, com tamanha elegância e beleza, que meus sentimentos mais obscuros puderam ser atingidos por tamanha emoção.
 Eu não acreditava nas lendas que rondavam a região, ou até mesmo as lendas sobre o lago, parecia ser tão surreal um pokémon lendário existir, já que nunca ninguém os viu antes presumo eu. Mas essa sensação não durou muito, em segundos Mesprit pode perceber minha presença, transformando seu corpo em uma especie de espirito transparente, mergulhando no lago, que refletia o céu laranja.
 Após tudo isso passar, diante dos meus olhos, quase a margem do rio, uma das pokébolas. Peguei-a, super empolgado e feliz, por finalmente tê-la encontrado. Aquele havia sido um grande dia, mal poderia esperar para contar tudo ao vovô.

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